
Caramba!, parece que foi ontem que decidi, espelhando-me no Lágrima Psicodélica, criar esse espaço de compartilhamento de música e cultura em geral. No entanto, um ano já se passou e continuo despendendo uma grande parcela do meu tempo para disponibilizar, em doses mais ou menos homeopáticas, meu acervo de mais de 8000 ítens continuamente em expansão.
Quando aquele garoto de 7 ou 8 anos que dormia com o radinho de pilha escondido embaixo do travesseiro sintonizado na 860Mhz-Rádio Mundial, onde rolava o programa do lendário Big Boy, absorvendo por osmose -na verdade, quase que uma lobotomia- aquele universo musical fantástico dos finais dos anos 60 imaginaria que, hoje, passados mais de 40 anos, estaria fazendo, mal comparando é claro, o mesmo com outras pessoas ávidas, como aquela criança, por descobrir coisas novas, recuperar discos perdidos em um baú de memórias afetivas e, o principal, trocar experiências sobre um assunto verdadeiramente inesgotável? Ainda fico extasiado com o fato de sermos milhões a fazer isso!
É muito gratificante poder deixar a porta de minha casa aberta a todos e obter um retorno tão significativo de pessoas as quais, em sua esmagadora maioria, não conheço e que tornam-se cúmplices na saborosa subversão de disseminar cultura e conhecimento. Bem, é verdade que algumas passamos a conhecer a fundo, mesmo que não físicamente, porque a música e a cultura de uma maneira geral possuem um surpreendente poder aglutinador.
Gallera, gostaria de agradecer pracaralhoabeça a força que me têm dado pois sem vocês não teria menor graça. Não vou citar nomes pois o avançado da idade poderia fazer com que esquecesse alguém e odeio ferir suscetibilidades mas, de coração, TODOS são a força motriz do GRAVETOS & BERLOTAS e, assim, esse aniversário também é de vocês. Então é chegada a hora de desembrulhar os presentes e...
VAMU FAZÊ MUITA FUMAÇA!!!!
GRAND FUNK RAILROAD


Acho que com esse
post vou fazer a felicidade de muitos por aqui. Sim, porque há muito tempo vem sendo solicitada uma
discog completa do
GFR. E, de fato, é uma banda que merece esta reverência por serviços prestados até porque, em sua formação clássica ou na fase 'turbinada' com
Craig Frost, manteve uma incrível estabilidade, em popularidade e qualidade, no
hard rock. E sendo assim nada mais justo que, humildemente, dar-me a honra de ter o
Grand Funk Railroad como
post de aniversário deste humilde espaço
etílbrenfofutebolísticomusical carinhosamente batizado
Gravetos & Berlotas.
E agora, só para variar, um pouco da trajetória desta verdadeira instituição do rock americano. Afinal, they're an american band.
O Grand Funk Railroad surgiu em 69 das cinzas do Terry Knight & The Pack quando Mark Farner (vocais/guitarra) e Don Brewer (bateria/vocais) juntam-se a Mel Schacher (baixo) e, inspirados no nome de uma conhecida ferrovia e tendo seu antigo parceiro Terry Knight como agente e produtor, apresentam-se no Atlanta Pop Festival e obtém uma intensa acolhida e já praticamente assegurando o título de banda com o maior volume de som do rock. O estouro foi tão incisivo que 'On Time', seu primeiro álbum, vendeu mais que qualquer outra estréia de uma banda americana até aquela época. Quando 'Grand Funk', ou 'Red Album', foi lançado quase que simultâneamente àquele, a banda tornou-se um verdadeiro fenômeno de vendas fazendo com que batessem o recorde de velocidade de lotação do Shea Stadium que pertencia a uma outra banda, de menor porte é verdade. Acho que seu nome era The Beatles, ou algo assim. Bom, só para que tenham uma idéia, em apenas seus 5 primeiros anos de vida lançaram 8, é isso mesmo!, OITO álbuns e todos venderam pra....é isso mesmo.
Os terceiro e quarto trabalhos, 'Closer To Home'(70) e 'Survival'(71), cumpriram a ingrata tarefa de manter a popularidade da banda em alta preparando o pulo do gato para 'E Pluribus Funk'(71), o famoso disco da moeda, uma virada no som com petardos mais impregnados ainda de r&b. Não há uma só faixa ruim em quaisquer das faces desta moeda. Desnecessário dizer que vendeu como pretzels em noites mornas de verão. Neste instante, como nem tudo são flores em nenhuma carreira, tem início um dolorido embate financeiro e jurídico com Terry envolvendo até mesmo os direitos de marca.
O próximo passo do GFR seria assumir a produção de seu próximo álbum e assim nasce -ou será renasce?- 'Phoenix'(72), um subestimado e delicioso álbum com uma espetacular faixa de abertura instrumental servindo de abre-alas à efetivação de um antigo colaborador, Craig Frost, nos teclados -principalmente órgão. Como se não bastasse, tem uma das capas mais lindas e emblemáticas que conheço.
Bem, a partir daqui todos devem estar pensando: 'Mermão, não tem mais pra onde os caras crescerem. Agora, deve começar a decadência'. É, normalmente seria assim, se não tivessem chamado Todd Rundgren para produzir um daqueles grandes momentos do rock: 'We're An American Band'(73). Totalmente recheado de clássicos, e puxado pela faixa-título, tem também uma das piores (e por isso mesmo uma das mais emblemáticas, também) capas que conheço.
A esta altura, o GFR já possuia até jato próprio. Para 'Shinin' On'(74) -pra que mexer em time que está ganhando?- mantém a parceria com Rundgren e invadem as rádios com o cover de 'The Loco-motion' que acabou por tornar-se mais conhecido que o original. Mas e a faixa-título? Que pancada! Que riff! Que groove! Que aula de produção!
Mais uma vez -afinal, poucos aguentam o gênio de Todd Rundgren- resolvem dar uma virada no som e convocam o experiente mas burocrático Jimmy Ienner para trabalhar 'All The Girls In The World, Beware!'(75) que apenas mantem o pique de exposição da banda com mais um cover de sucesso, desta vez 'Some Kind Of Wonderful', mais um clássico soul, o ao vivo 'Caught In The Act'(75) -um excelente registro de uma banda em seu apogeu- e o que deveria ser o canto do cisne, 'Born To Die'(76).
O que adiou o epitáfio foi o fato de que, após insistentes convites por anos, Frank Zappa finalmente manifestou interesse em produzir um álbum para a banda. E assim, dessa inusitada parceria, surge 'Good Singin', Good Playin''(76), um excelente álbum em que Zappa conserva a essência da banda, guarda uma certa distância e evita até mesmo seus próprios maneirismos -apesar de, claramente, notar-se alguns efeitos trangessores do mestre aqui e ali.
E esse foi o fim do Grand Funk Railroad em sua fase clássica. E teria sido uma das mais dignas despedidas, pois ainda vendiam muito e seus shows mantinham-se totalmente sold-out, se não tivessem resolvido retornar com um line-up totalmente desfigurado em 81 em um álbum com o sugestivo título de 'Grand Funk Lives!' e ainda ter persistido com 'What's Funk?', de 83.
A partir daí, Craig e Don vão para a Silver Bullet Band de Bob Seger, Mel não faço a menor idéia e Mark tornou-se artista de Cristo!!!!
Claro que essa lambança não poderia ficar assim por muito tempo e, em 1996, todos se reencontraram para uma série de concertos culminando com o lançamento do ao vivo 'Bosnia' demonstrando em definitivo que os caras não perderam a mão. É pau puro de uma banda puramente americana com certeza!
BOSNIA
GRAVETOS & BERLOTAS
Source:
http://feeds.feedburner.com/~r/MorelHP/Reader/MP3/~3/141479926/ahauhu-g-eu-vou-comer-seubolo.html --
To unsubscribe from
this feed, click
hereTo manage other subscriptions, click
here~
Powered by
RssFwd, a service of
Blue Sky Factory, Inc