"Vocês conseguiram libertar Delta9.
Agora, assumam as conseqüências..." Delta-Phi
A rapadura é doce. Mas não é mole!
Portanto ADVIRTO-OS: leiam o texto abaixo somente e tão-somente não tiverem coisa mais importante a fazer na vida, dentre elas as necessidades fisiológicas (base da pirâmide de Abraham Harold Maslow, que deveria ser eleita uma das 7 maravilhas modernas inventadas pela manipulação da mídia).
Cuidado, moçada juvenil de meu querido BraZil: cuxilô, cachimbo cai.
Vocês não existem. EU PRÓPRIO NÃO EXISTO!! Logo, não penso.
E de pensar morreu um burro.
Digo a vocês que sem o auxílio de fortes e arraigadas idéias convictas a respeito de princípios existenciais de vida que norteiam sabe-se lá quem ou quantos a sabe-se lá onde ou quando, não teria sido permitido haver encontrado escondido o saber perpétuo do porquê?, pra quê?, e daí?, de tudo isso que, ao final e ao cabo de tudo, tanto faz.
Entretanto, e não de outro modo, no entanto, permito-me fazer-lhe uma pergunta intrigante de profunda contextualidade e que arrasta o pesar de cérebros pensantes ao longo de toda a existência humana nesse e noutros confins do universo visível e invisível destas e outras dimensões... é... é...
Caralho! Esqueci.
Mas vamos lá que a fila ta comprida.
Caso você, lacrimejante de plantão, não seja tão plantonista assim, provavelmente desconhece as minhas filosofias altissonantes; deve desconhecer por completo a importância de uma boa cereja para acompanhar uma vodka bem geladinha e de boa procedência (embora de má reputação). E, caso você seja um plantonista ferrenho daqueles que visitam o LP diariamente há meses ou ânus (ops), tampouco deve conhecer.
Em suma: hahahahahahahahahahahahaha.
Existem grandes perguntas a serem respondidas, digo-vo-lhes. Dentre as tantas, eis algumas:
Quem sou? De onde vim? Para onde vou? O que estou fazendo aqui?
E, em nosso meio, a resposta invariavelmente é sempre: "Hããnn?..."
Cê ta ligado?
Mas voltando ao assunto inicial, iniciemos.
Falemos de lógica. Sim, tratemos da Crítica da Razão Prática e da Crítica da Razão Pura. Sim, tergiversemos sobre Emmanuel Kant, o filósofo de Köenigsberg.
Após meu retorno do exílio forçado, li algumas mensagens do mais alto teor filosófico e alcoólico. E seus comentários pertinentes. Um dos comentaristas anônimos de plantão (sempre o são, não é mesmo, apesar do aparente erro de concordância. Enfim...) disse que no blog dever-se-ia tratar de assuntos da mais alta pujança político-socio-culural. Assim eu entendi, bem como o jacaré que está aqui ao meu lado. (É ou não é? Vai... fala jacaré!!)
Assim falemos de Kant. Crítica da Razão Prática e Crítica da Razão Pura.
Inicialmente, pois, começando pelo começo, desenvolvendo-se pelos entreveros dos argumentos e concluindo por uma síntese de esclarecimentos elucidativos, terminemos.
A Crítica da Razão Prática exige três coisas, ou entes, em termos filosóficos: a Crítica, a Razão e a Prática. Partindo do princípio unânime – como diria o também unânime Nelson Rodrigues – de que quem sabe faz e quem não sabe ensina, o crítico não tem tempo para fazer, vez que ocupa-se a criticar. Assim, por dedução lógica, a crítica carece de exercício de praticidade, já que o observador interfere no observado. Por sua vez, e não pela ordem, ou pelo progresso, a Razão. Ora, bolas, senão vejamos: Razão é que nem bunda: cada um tem a sua, embora alguns críticos sejam dadivosos e compartilhem a própria com quem bem entenderem, o que é de seu direito. Portanto, razão assiste ao zeloso anônimo crítico, como também, de minha parte, cabe o direito de mandá-lo à merda!!
Respeitarei, até a morte, a opinião de Kant.
Já, no entanto, mas por outro lado, evidentemente, a Prática é a prática. E falar o quê? Vai praticar. Assim, sintetizamos em algumas poucas palavras esse emaranhado de termos estranhos desenvolvidos pelos filósofos. Não que eu seja contra os filósofos.
CARECEMOS DESESPERADORAMENTE DE FILOSOFIA. A filosofia é o que nos faz diferentes dos liquidificadores. A Esse assunto voltaremos oportunamene (se não me expulsarem do blog, dessa vez...)
Voltemos agora nossas mentes insatisfeitas de conhecimento a tratar sobre a Crítica da Razão Pura. Aplica-se o mesmo que eu já explanei acima em relação à Prática. Só que aqui é pura. O que é bem melhor. Prefiro-a pura, destituída de vícios que a maculem. Assim como o bourbon, prefiro sem gelo.
Resolvida essa parte da filosofia, partamos para o sócio-político-econômico, antes de voltar-mo-nos à Sociologia, Ecologia, Antropologia, História da Arte, Embriologia, Patologia, Teologia, Física Quântica, Lingüística, Semiótica e outros assuntos que apertamos e nos apertam na faculdade.
Democracia não é o governo do demo, como muitos pensam, apesar das evidências corroborarem tal sofisma. É o governo que dá dó do povo, péla o povo e pára o povo. Segundo a versão de quem recebe o salário-mínimo, ou tenta pagar os encargos sociais. Para os demais, tanto faz.
Encerramos, assim, nossos esforços em tentar entender o porquê das elites intelectuais serem impotentes para interferir na ordem do sistema estabelecido. Reitero o meu direito de discutir as mazelas sociais e os problemas étnicos, desde que à rega de um bom Johnny Walker, que eu sou intelectual de esquerda, mas não sou besta!
Com relação à Sociologia... esqueçam tudo o que foi escrito. Os autores podem mudar de idéia, salvo os falecidos. Para esses, a tarefa caberá aos catedráticos. Portanto, a tríada Marx, Durkheim e Weber deve ser lida atentamente e discutida a fundo. Os bons pensadores são os falecidos (dão menos trabalho ao sistema).
Com relação à Ecologia, o problema da natureza e a natureza do problema é simples: limpe a bunda ao cagar e jogue o papel no lixo.
Com relação à Antropologia, é um pouco mais complexo: acenda uma lanterna e saia durante o dia pelas ruas de sua cidade. Se encontrar um ser humano autêntico, com vontades próprias, que é capaz de falar o que pensa e que não seja sobre a vida alheia gratuitamente, fazer o que quer sem prejudicar ninguém, ter suas próprias idéias e sentimentos, você encontrou uma pessoa de verdade. Agora estude-a.
Com relação à História da Arte, entenda que arte é expressão autêntica; o resto é história.
Com relação à Embriologia, aprenda com minha experiência pessoal: muito cuidado ao chupar ovos, pois pode sair dele alguma coisa diferente daquilo que você espera. Quebre-os num copo (ao menos meia dúzia) e verta-os em jejum.
Com relação à Patologia é fundamental o seu estudo, num mundo onde o normal é relativo, e a gripe de hoje pode ser uma mutação genética amanhã. Esqueça o Donald, ele teria sido um delta não fosse as ondas hollywoodianas. O Patolino é um Bad Block Fake.
Com relação à Física Quântica é muito simples: a natureza essencial da matéria está no átomo, que tem com componente fundamental o elétron. A Física Quântica (FQ) estuda a natureza ondulatória dos elétrons. Veja o que dizem alguns estudiosos: "Para compreender a relação entre as ondas associadas aos elétrons e as propriedades dos átomos, devemos, antes de mais nada, estudar o comportamento peculiar das ondas quando estão confinadas a uma região limitada", ou seja: pare o mundo que eu quero descer!!!
Sugiro que os surfistas façam o mesmo: parem as ondas e estudem-nas. É menos caldo, menos ralo, e menos sufoco. Agora, se o papo trata das ondas delta, os FQs (físicos quânticos, pessoas quase sobrenaturais feitos de matéria quântica) precisarão ler muito as HQs (compostas de personagens muito parecidos com os FQs, porém num outro estado vibratório da matéria, mais relacionado às ondas mentais). Após isso, e somente após a dedicação de muitas décadas a isso, poderão extrair o profundo conteúdo da frase cósmica que diz: "olha a onda, olha a onda", e nesse caso a batida de mãos e a agachadinha mexendo os quadris é fundamental.
Porém, sei que você, querido lacrimejante de plantão, é um intelectual dedicado, por isso cabe, aqui, algumas definições: "Quanta" é o plural de "quantum", que significa uma quantidade, usualmente elementar, unitária, de algo de natureza qualquer, abstrata ou concreta. Foi amplamente popularizado pelo grupo Mamonas Assassinas, no refrão "Quanta reeeente, quanta loucuraaa". Eles sabiam o que estavam dizendo, mas vocês não sabiam que eles sabiam, estou certo?
Para facilitar o entendimento dessas coisinhas miúdas trago ao seu convívio virtual a constante de Planck. Representada por h, é uma constante física usada para descrever o tamanho dos quanta, e tem o seu nome em homenagem a Max Planck. Isso tudo fica, com toda certeza, muito mais fácil de entender se a gente pedir ajuda a Werner Heisenberg, que elaborou um enunciado impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis, que, em certos termos e não em outros, diria o seguinte: "O produto da incerteza associada ao valor de uma coordenada Xi e a incerteza associada ao seu correspondente momento linear Pi não pode ser inferior, em grandeza, à constante de Planck normalizada". Esse é o princípio da incerteza de Heisenberg.
Sinceridade? As minhas incertezas são mais óbvias. Até as incertezas do economista graduado em agronomia, o canadense John Kenneth Galbraith, são mais certas. Leiam "A Era da Incerteza". Mas, para não deixarmos de soprar um pouco de misticismo sobre esse assunto suave que é a física quântica, finalizamos com a frase: "Freud explica... o diabo dá um toque". Ta certo, mano?
Com relação à Lingüística, bem, francamente nesse papo de "minha língua roça a língua de Camões", certamente e com certeza, sem a menor sombra de dúvida, Caetano devia saber o que falava e ele quis dizer exatamente o que disse e não de outro modo, ainda que intangivelmente... pela vertente. Fale com carinho com a Delta-Hari ao seu lado. Ela vai te ensinar muito sobre esse assunto FUNDAMENTAL que é o estudo das línguas e seu uso.
Com relação à Semiótica, vai ler Ferdinand de Sausurre, Louis Hjelmslev, Roman Jacobson,Umberto Eco, Lúcia Santaella, Décio Pignatari e, principalmente, Charles Sander Peirce, e entenda definitivamente que a primeiridade na secundidade causará, de forma irrefutável, um impacto profundo da maioridade sobre a maturidade na terceiridade. E se você acha que o assunto está confuso é porque falta-lhe os princípios básicos da elementaridade profícua do sofismo filosófico, explicitado de forma única e inequívoca, por Décio Pignatari, na assombrosa referência semiológica estampada, após maravilhosamente concebida, na capa do Long Play de Tom Zé, "Todos os Olhos".
E que belo olho!! Inspira-me em declamar
Cessem do sábio grego e do troiano
as navegações grandes que fizeram;
cale-se de Alexandro e de Trajano
a fama das vitórias que tiveram,
que eu canto o peito ilustre Lusitano,
a quem Netuno e Marte obedeceram;
cesse tudo o que a Musa antiga canta,
que outro valor mais alto se alevanta".
E já que está em riste, porque não fazer bom uso? Ta certo?
Esqueci-me da Teologia!! Ora, por Deus...
Bem creio que nessas poucas e mal traçadas linhas contribuí sobejamente à necessidade de conteúdo intelectual sério nesse blog underground.
"Undreground". Isso lá é um nome que se preste? Esse blog é subterrâneo (mas não infernal, pois "infernal" vem de "região inferior", que não é o caso... ao menos para alguns). Esse blog é contracultural, do ponto de vista de uma cultura alienada e alienante em relação ao bem estar comum; que privilegia uma minoria autoconsiderada inteligente. Esse blog faz parte da cultura da resistência.
Resisto e insisto; por isso existo.
Caso você ainda não tenha desistido de continuar lendo toda essa asneira, se seu cérebro louco, absolutamente destituído da famigerada normalidade, suporta mais atrocidades informativas, seguem as informações prestadas pelo Comandante dos Bad Blocks, Delta-Phi, sobre as investigações da minha abdução.
Eis seus derradeiros comentários:
Lacrimejantes de plantão, encerro meus comunicados. Vocês conseguiram libertar Delta9. Agora, assumam as conseqüências...
Importante um breve relato do trabalho de observação de Delta-Hari sobre o episódio.
Delta-Hari, sempre presente em todos os lugares, observou os terríveis algozes que abduziram Delta9 e, muito culta, nos relatou o seguinte [as palavras em colchetes são nossos esclarecimentos]:
"Enquanto se ocupavam com esse trabalho [de abdução e captura], um prazer feroz animava todas essas fisionomias sinistras, nas quais a braveza, a ignorância e os instintos carniceiros tinham quase de todo apagado o cunho da raça humana.
"Os poucos cabelos, eriçados, caíam-lhes sobre a fronte e ocultavam inteiramente a parte mais nobre do rosto, indicando a sede da inteligência, e onde o pensamento deve reinar sobre a matéria.
"Os lábios decompostos, arregaçados por uma contração dos músculos faciais, tinham perdido a expressão suave e doce que imprimem o sorriso e a palavra; de lábios de homem se haviam transformado em mandíbulas de fera, afeitas ao grito e ao bramido [eventualmente algumas palavras polissílabas: "positivo, operante, meliante, ilícito", as mais comuns, e nada mais].
"Os dentes agudos como as presas do Drácula 2000, já não tinham o esmalte que a natureza lhes dera; armas ao mesmo tempo que instrumento da alimentação, o sangue [dos churrascos mal-passados com cerveja e whisky desviados de apreensão de contrabandos] os tingira da cor amarelenta que têm os dentes dos animais carniceiros.
"As grandes unhas negras e retorcidas que cresciam nos dedos, a pele áspera e calosa faziam de suas mãos antes GARRAS temíveis, do que parte destinada a servir ao homem e dar-lhe aspecto de nobreza [e beliscam doído, na falta de alicates apropriados; disso falaremos depois].
"Grandes coletes escuros cobriam o corpo agigantado desses filhos das brenhas [aqui Delta-Hari, referia-se à escuridão, acreditamos], que, a não ser pelo porte ereto de abdômen avantajado, se julgaria alguma raça de quadrúmanos indígenas de um planeta distante.
"Alguns se ornavam de tatuagens e piercings [talvez querendo mostrar-se atraentes aos círculos não PLk-PLk-Z (leia-se "plic-plic-z)]; outros completamente imberbes tinham um capuz ridículo enrolado sobre a cabeça."
E Delta-Hari enfatiza a existência do pior e mais cruel, sanguinário, trocidante, efervescente, vulcânico e irascível dos algozes abdutores de Delta9:
"Entre todos distinguia-se um velho que parecia ser o chefe da tropa de abdutores. Sua estatura de direita, apesar do linguajar de centro-esquerda e da idade avançada, dominava a cabeça de seus companheiros sentados ou agrupados em torno do fogo [sim, todos sabemos que eles também têm seus chakras (aos desavisados, o nome que os sânskritos dão para "roda")].
"Não trabalhava, salvo, eventualmente das terças às quintas-feiras. Presidia apenas aos trabalhos dos PLk-PLk-Z e de vez em quando lançava um olhar de ameaça para a casa que se elevava ao longe sobre o rochedo inexpugnável [a morada oculta e filosofal dos Bad Blocks]."
Delta-Hari explica sobre o claustro.
"Quando os PLk-PLk-Z se precipitavam sobre Delta9, que já não se defendia, e se confessava vencido, o monstro líder adiantou-se; e descendo o braço sobre o ombro de Delta9, fez um movimento enérgico sobre o braço direito, em que já haviam decepado a mão [posteriormente enviada a nós como alerta].
"Esse movimento exprimia que Delta9 era seu prisioneiro [eles gostam de deixar o óbvio explítico, embora prefiram o termo "óbvio ululante", que lhes traz algumas boas recordações], que lhe pertencia como o primeiro que tinha posto a mão sobre ele, como o seu vencedor; e que todos deviam respeitar o seu direito de propriedade, o seu direito de guerra [eles se acreditam soldados lutadores por um nobre ideal: o de limpar da face da terra – seja essa terra qual for – qualquer um que seja diferente deles, em etnia, nível sócio-cultural, econômico, religioso ou sexual (muito embora desconheçam os motivos reais pelos quais fazem isso; argumentam que "apenas recebem ordens"]".
"Os PLk-PLk-Z têm seus costumes e suas leis; e uma delas era esse direito exclusivo do vencedor sobre o seu prisioneiro de guerra, essa conquista do fraco pelo forte [eles veiculam constantemente isso nos noticiários de TV]".
"Tinham em tanta conta a glória de trazerem um Delta e sacrificá-lo no meio das festas e cerimônias que costumavam celebrar, que nenhum dignatário PK-Pk-pK matava o inimigo que se rendia; fazia-o prisioneiro".
"Quanto a Delta9, vendo o gesto do comandante PLk-PLk-Z e o efeito que produzia, a sua fisionomia expandiu-se; a humanidade fingida, a posição suplicante que por um esforço supremo conseguira tornar, desapareceu imediatamente".
Nós, Deltas, somos considerados arrogantes, desrespeitosos, indisciplinados, desleixados e prepotentes, porém somente procedemos assim perante as falsas autoridades instituídas; muitos de nós são capazes de ir ao extremo pelo bem comum...
A seguir, Delta-Hari descreve o momento em que Delta despertou a ira de seus abdutores:
"Ele ergueu-se e com um soberbo desdém estendeu a mão esquerda com o dedo médio em riste aos selvagens que por mandado do mais velho se dispunham a ligar-lhe os braços; parecia antes um rei que dava uma ordem aos seus vassalos, do que um cativo que se sujeitava aos vencedores; tal era a altivez do seu porte e o desprezo com que encarava o líder PLk-PLk-Z".
"Delta comparava suas formas esbeltas e delicadas com o corpo disforme de seus algozes; a expressão inteligente de sua fisionomia com o aspecto embrutecido dos PLk-PLk-Z."
Para Delta-Hari, Delta9 era um ser superior e excitava-lhe profunda admiração.
Porém, o pior ainda estava por vir. Leiam:
"Todos os olhos se voltaram para uma cortina que ocultava uma espécie de box escuro, construído a um lado da sala em face do abduzido.
"Os disformes PLk-PLk-Z se afastavam, a cortina se abriu, e dela se assomou o vulto gigantesco de Xs. Duas insígnias cravadas sobre os ombros cobriam sua tatuagem de marinheiro; um grande par de óculos escuros e um palito de dente já encharcado de saliva, dividiam o espaço de sua cabeça com um cigarro sem filtro [eles têm "permissão" para fumar cigarros sem filtro]".
"Tinha a cabeça coberta por um capacete preto e uma capa, também preta, que ia até os pés, e o pescoço cingido de uma coleira de cachorro [eles gostam dessas coisas]; no meio desse aspecto horrendo os seus olhos brilhavam como dois fogos vulcânicos no seio das trevas [é óbvio]. Trazia na mão esquerda um sabre-de-luz vermelha, e amarrada ao punho direito uma espécie de buzina formada de um osso enorme da canela de algum inimigo morto em combate [acredita-se que tenha sido de Abelardo Barbosa]".
Sabemos que esse personagem se traveste de loura em suas horas vagas, tendo conseguido, inclusive ser apresentador de programas diários de TV para pequenos Bad Blocks Fakes.
Mas o seu maior prazer é praticar diariamente técnicas de tortura, dentre as mais comuns as seguintes:
Manipulação psicológica individual
Nessa técnica se busca o conhecimento detalhado dos laços afetivos mais íntimos da vítima, de seus valores e crenças, de sua capacidade intelectual e interesses, de seus conhecimentos, de sua posição ideológica e convívio social, seus hábitos e costumes, bem como de sua estrutura biológica e de seus antecedentes mórbidos ou debilidades físicas ou psicológicas. Uma vez realizado o diagnóstico (também conhecido como "definir o target") são selecionados os seus pontos fracos, carências e dependências. Sobre eles serão realizados esforços de marketing com o propósito de criar a demanda. Agora vocês podem entender melhor porque as pessoas precisam tanto de sistemas operacionais que não funcionam apropriadamente: é que eles não foram feitos para funcionar, apenas para vender. Também entenderão porque que pessoas submetidas a algumas dessas atrocidades aprendem desde a mais tenra idade a dizer as palavras de passe "eu quero mandar um beijo para minha mãe, um beijo para meu pai e um beijo pra você". Assim elas passam a ficar registradas com a marca que determinará seus destinos.
Felizmente existem algumas exceções que conseguem se furtar dessas deteriorações mentais graças à nossa técnica da pergunta do bambú. http://www.youtube.com/watch?v=-WVWR92NOf4
Nossas falanges (altamente "psicodélicas roquianas", nos termos de Johnny F.,) têm emanado ondas delta poderosas que produzindo resultados inesperados, ainda mais quando mesclados com a técnica do bambu. Veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=QPpNMARSrTo&NR=1.
Uso de drogas, hipnose e condicionamento
Produzem fenômenos ilusórios ou alucinatórios. Sobre esta alteração de consciência são acrescentadas sessões de hipnose, que podem também ser realizadas isoladamente, sem a administração de drogas, conforme a facilidade do abduzido em cair no transe hipnótico. O condicionamento pode ser alcançado por intermédio da técnica gratificação-castigo, ou com técnicas de reflexos condicionados. Na prática o abduzido é colocado juntamente com outros numa espécie de competição pela vida, pelo amor-próprio, ou pela auto-consideração. Xs sopra um apito e os abduzidos desesperam-se em atingir o objetivo da competição. Quem ganha recebe prêmios; os demais são abandonados ao mais cruel desprezo e ostracismo, sentindo-se inferiorizados. Assim aprendem os valores essenciais emanados das mais altas esferas do PC (caso exista algum lacrimejante de plantão que ainda não saiba com absoluta clareza o que é o PC, pesquise nas mensagens anteriores).
Utilização de técnicas audiovisuais (fotografias, filmes, televisão e outras formas de gravação)
O condicionamento pode ser alcançado por meio da técnica de gratificação-castigo ou com técnicas de reflexos condicionados. Esse processo foi o mais aviltante e doloroso para Delta9. Submetido ininterruptamente à audição do que chamam de "música pop", ou "as mais pedidas" (nunca por quem as ouve, na verdade, mas sempre por quem as veicula); submetido, ainda, a imagens aviltantes e chocantes. Na seqüência algumas dessas imagens horripilantes. Advertimos que são imagens fortes. Afastem as crianças da frente do vídeo e tenham um balde à mão se não puderem conter a ânsia de vômito.
Isolação total com técnicas de privação sensorial
Técnica que consiste no isolamento do abduzido em uma pequena cela isolada, escura ou iluminada de dia e de noite com luz forte e na qual tenha somente um pequeno colchonete. O abduzido pode ser submetido ao total silêncio, ou a ruídos intensos (talheres ou pedaços de isopor raspando uns nos outros, ruídos de unhas ou bastões de giz no quadro negro, entre outras torturas), música estridente (geralmente as mencionadas acima transmitidas em AMs mal sintonizados e em aparelhos com baterias fracas recém-fervidas), lamentos (muito encontradas em gravações da Gretchen), súplicas (muito encontradas em gravações do Reginaldo Rossi), choros de mulheres (muito encontrados em músicas da Banda Calipso) ou crianças (o maior exemplo na trilha do horripilante ritual dos PLk-PLk-Z, já mencionado anteriormente).
O sono pode ser interrompido permanentemente e ser submetido a programas televisivos para venda de tapetes, vacas, vacas (de outro tipo), anéis (de todo tipo), filmes do Van Damme, Steve Seagal e os mais violentos, chocantes e impressionáveis: os de Chuck Norris. Em algumas ocasiões são acrescentados estímulos olfatórios, geralmente de mau-cheiro muitas vezes oriundo do Congresso Nacional ou da Câmara onde a deputaida trocam elogios ou farpas e jamais falam coisa que preste e a quem de fato interesse.
Antes de entrar no aposento o abduzido é vestido com um terninho presenteado pelo Gugu, sandálias da humildade e lentes-de-contato com motivos fantasia.
Até aqui meu relato sobre a abdução de Delta9 e as técnicas nefastas de tortura utilizadas pelos PLk-PLk-Z.
Meus cumprimentos a todos e em especial ao Comandante-em-Chefe da Brigada Comando Revolucionário PL-8, sem o qual teria sido bastante dificultado nosso trabalho.
A todos, Krigh-Há Nikto. BANDOLO.
Delta-Phi
Peço que reflitam sobre a mensagem abaixo, transcrita ipsis literis.
Com o rapto do embaixador, queremos mostrar que é possível vencer a ditadura e a exploração, se nos armarmos e nos organizarmos. Apareceremos onde o inimigo menos nos espera e desapareceremos em seguida, desgastando a ditadura, levando o terror e o medo para os exploradores, a esperança e a certeza de vitória para o meio dos explorados.
O sr. Burke Elbrick representa em nosso país os interesses do imperialismo, que, aliado aos grandes patrões, aos grandes fazendeiros e aos grandes banqueiros nacionais, mantêm o regime de opressão e exploração.
Os interesses desses consórcios, de se enriquecerem cada vez mais, criaram e mantêm o arrocho salarial, a estrutura agrária injusta e a repressão institucionalizada. Portanto, o rapto do embaixador é uma advertência clara de que o povo brasileiro não lhes dará descanso e a todo momento fará desabar sobre eles o peso de sua luta. Saibam todos que esta é uma luta sem tréguas, uma luta longa e dura, que não termina com a troca de um ou outro general no poder, mas que só acaba com o fim do regime dos grandes exploradores e com a constituição de um governo que liberte os trabalhadores de todo o país da situação em que se encontram.
Estamos na Semana da Independência. O povo e a ditadura comemoram de maneiras diferentes. A ditadura promove festas, paradas e desfiles, solta fogos de artifício e prega cartazes. Com isso ela não quer comemorar coisa nenhuma; quer jogar areia nos olhos dos explorados, instalando uma falsa alegria com o objetivo de esconder a vida de miséria, exploração e repressão que vivemos. Pode-se tapar o sol com a peneira? Pode-se esconder do povo a sua miséria, quando ele a sente na carne?
Na Semana da Independência, há duas comemorações: a da elite e a do povo, a dos que promovem paradas e a dos que raptam o embaixador, símbolo da exploração.
A vida e a morte do sr. Embaixador estão nas mãos da ditadura. Se ele atender a duas exigências, o sr. Elbrick será libertado. Caso contrário, seremos obrigados a cumprir a justiça revolucionária. Nossas duas exigências são:
a) A libertação de 15 prisioneiros políticos. São 15 revolucionários entre milhares que sofrem torturas nas prisões-quartéis de todo o país, que são espancados, seviciados, e que amargam as humilhações impostas pelos militares. Não estamos exigindo o impossível. Não estamos exigindo a restituição da vida de inúmeros combatentes assassinados nas prisões. Esses não serão libertados, é lógico. Serão vingados, um dia. Exigimos apenas a libertação desses 15 homens, líderes da luta contra a ditadura. Cada um deles vale cem embaixadores, do ponto de vista do povo. Mas um embaixador dos Estados Unidos também vale muito, do ponto de vista da ditadura e da exploração.
b) A publicação e leitura desta mensagem, na íntegra, nos principais jornais, rádios e televisões de todo o país.
Os 15 prisioneiros políticos devem ser conduzidos em avião especial até um país determinado - Argélia, Chile ou México -, onde lhes seja concedido asilo político. Contra eles não devem ser tentadas quaisquer represálias, sob pena de retaliação.
A ditadura tem 48 horas para responder publicamente se aceita ou rejeita nossa proposta. Se a resposta for positiva, divulgaremos a lista dos 15 líderes revolucionários e esperaremos 24 horas por seu transporte para um país seguro. Se a resposta for negativa, ou se não houver resposta nesse prazo, o sr. Burke Elbrick será justiçado. Os 15 companheiros devem ser libertados, estejam ou não condenados: esta é uma ''situação excepcional''. Nas ''situações excepcionais'', os juristas da ditadura sempre arranjam uma fórmula para resolver as coisas, como se viu recentemente, na subida da Junta militar.
As conversações só serão iniciadas a partir de declarações públicas e oficiais da ditadura de que atenderá às exigências.
O método será sempre público por parte das autoridades e sempre imprevisto por nossa parte. Queremos lembrar que os prazos são improrrogáveis e que não vacilaremos em cumprir nossas promessas.
Finalmente, queremos advertir aqueles que torturam, espancam e matam nossos companheiros: não vamos aceitar a continuação dessa prática odiosa. Estamos dando o último aviso. Quem prosseguir torturando, espancando e matando ponha as barbas de molho. Agora é olho por olho, dente por dente.
Um passado não muito distante. Como as coisas mudaram... E quanto!!
Delta9
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