PAULO HUGO MORAIS SOBRINHO nasceu na cidade de Pedra Azul no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas, em 3 de agosto de 1954. Desde pequeno era ligado à natureza, encontrando aí sua fonte de inspiração, que o conduziu à carreira artística. Nascido numa região socialmente sofrida, mas de uma riqueza cultural muito grande, o jovem artista começa aos 13 anos de idade a freqüentar sua! s obras. Iniciando pela pintura, seguida pela música e poesia, aos 22 anos já havia participado de vários festivais de música do Vale do Jequitinhonha e como integrante de um conjunto de baile, feito shows por diversas cidades mineiras. Iniciando pela pintura, seguida pela música e poesia, aos 22 anos já havia participado de vários festivais de música do Vale do Jequitinhonha e como integrante de um conjunto de baile, feito shows por diversas cidades mineiras.
Muda-se então para São Paulo, onde viveu por uma década e por igual período, morou e trabalhou com Saulo Laranjeiras, cantor e ator, também seu conterrâneo. Nesta fase, já conhecido no meio artístico, grava seu primeiro Long Play
"Jardim da Fantasia", e para se diferenciar dos demais músicos, homônimos de Paulinho, adota o nome de PAULINHO PEDRA AZUL, em homenagem à sua terra natal. Durante o período que morou em São Paulo gravou três disco! s pela BMG Ariola. Entre 1981 e 1982, anos de destaque na carreira do cantor e compositor, ele não realizava shows, mas procurava fazer com que os artistas já consagrados gravassem suas músicas. Preservando um forte sotaque da região nordeste de Minas, onde nasceu, entre Teófilo Otoni e Vitória da Conquista (BA), PAULINHO PEDRA AZUL guarda até hoje as amizades de sua terra, tornando-se um dos muitos representantes da cultura popular daquela região.
PAULINHO PEDRA AZUL, que teve sua iniciação artística aos 13 anos, com a pintura, vê na música sua oportunidade de realização pessoal. No final dos anos 60 e início dos anos 70, a participação freqüente em conjunto de bailes, além de festivais que lhe renderam mais de 15 troféus, transformou-o em músico profissional, optando logo em seguida pela carreira solo. Fez shows pelo Vale do Jequitinhonha, permitindo atravessar fronteiras, o que levou-o a São Paulo. Uma década depois, já havia feito shows com Diana Pequeno (que interpreta VOARÁS em seu primeiro disco "Jar! dim da Fantasia"), Rosa Maria, Pena Branca e Xavantinho e outros. Seu carisma e personalidade de nada foram alterados com o sucesso. Querido pelos companheiros de profissão, participou de discos e shows de artistas como: Wagner Tiso, Dominguinhos, Juarez Moreira, Toninho Horta, Cliff Korman, Heraldo do Monte, Gilvan de Oliveira, Mauro Rodrigues e Ivan Corrêa. De volta à Minas Gerais, o músico escolhe Belo Horizonte para morar definitivamente, começando a partir daí a fazer shows pelo interior do estado. Se apresentando de forma intimista, com violão e voz, conquistou uma platéia diversificada, associada também aos livros infantis que escreveu e de músicas como "Sonho de Menino", "Jardim da Fantasia" e "Papagaio de Papel"
. sendo muito comum então encontrar crianças em seus shows. Com quinze anos de carreira profissional, é hoje o segundo músico mais conhecido de todo o estado de Minais Gerais, fi! cando atrás apenas de Milton Nascimento, segundo pesquisa da AMAR (As sociação de Músicos Arranjadores). Não é por acaso que nesses anos de carreira chegou a vender 300 mil cópias de discos, a maioria independente, sem estar associado a uma grande gravadora. Toda sua base musical foi feita em Pedra Azul. É ituitiva, pois nunca estudou música e aprendeu com pessoas que tocavam nos bailes e nas festas populares. Para PAULINHO PEDRA AZUL a música mineira se destaca das demais por ser mais harmoniosa, com muito mais tons e a mistura perfeita entre o barroco e a melodia, que faz lembrar as montanhas e até mesmo a introspecção, característica marcante dos mineiros. Também a religiosidade, a fé e o romantismo estão presentes não só em sua músicas, mas no trabalho da maioria dos artistas mineiros. O cantor acredita que o modo de ser dos mineiros, uma mistura de conversa à beira do fogão de lenha, cachaça e o famoso queijo com goiaba, são características que refletem no trabalho musical e artístico, principalmente de quem viveu! e cresceu no interior. Seu estilo lembra muito as músicas do Clube da Esquina (Wagner Tiso, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento e Tadeu Franco), mas ele garante ter recebido também influências da Jovem Guarda, dos Beatles e de pessoas de sua terra, como o violonista Eron e o clarenetista Vaninho. "Meu jeito de compor veio daí", ressalta.
Além de cantor, compositor e violonista, PAULINHO PEDRA AZUL é também poeta e ficcionista, com vários livros publicados e mais de 60 mil exemplares vendidos. Também encontrou tempo para se dedicar a pintura, tendo pintado mais de 100 quadros, num trabalho de óleo sobre tela e acrílica. Destaque para o quadro "O Cantor e a Bailarina",obra que compõe a capa do disco "Quarenta". Na música são 29 anos de envolvimento, compondo e cantando, sendo que desses, 19 anos são de carreira profissional.
Foi gravado por Déo Lopes, Diana Pequeno, Rosa Maria, Dércio Marques, Pena Branca e Xavanti! nho, Edmar Gonçalves, Banda Mel, Vicente Barreto, Cézar Porto, Rubin ho do Vale, Titi Walter, Grupo Força do Samba, Grupo Ímã, Eugênio Leandro, Gisele Martini, Diamantes do Samba e Zé Paulo. Participaram do seu trabalho em discos ou shows mais de 150 músicos e cantores, entre eles, 20 Cordas da Orquestra Sinfônica de São Paulo, Wagner Tiso, Dominguinhos, Cláudio Faria, Tavinho Moura, Tadeu Franco, Esdra (Neném) Ferreira, Ezequiel Lima, Juarez Moreira, Toninho Horta, Cliff Korman, Marcelo Drummond, Dado Prates, Mauro Rodrigues, Lincoln Cheib, Ivan Corrêa, Heraldo do Monte, Toninho Carrasqueira, Gilvan de Oliveira, Célio Balona e Geraldo Alvarenga.
[fonte]